quinta-feira, 5 de maio de 2016

Encontros do Ramo Cristalos no Jardim Alecrim

O Ramo Cristalos de Estudos Antroposóficos realizará reuniões no Jardim Alecrim nas sextas-feiras 6 de maio, 3 de junho e 1 de julho das 14:30h às 17h.

A proposta do grupo, aberto a todos interessados, é vivificar a obra de Rudolf Steiner por meio de leituras, meditações e reflexões realizadas em conjunto. O principal mote do Ramo, que vem acontecendo de forma permanente na sede da Escola Waldorf Recife, é, justamente, dar vida às imagens contidas nas obras de Steiner.
Os encontros no Alecrim, portanto, fazem parte da ideia de tornar o Ramo Cristalos itinerante e contemplar mais pessoas e iniciativas antroposóficas do Recife. 
Ficaremos muito felizes com a presença de novos interessados!

“Um Ramo (do alemão Zweig) da Sociedade Antroposófica é a representação oficial local da Sociedade, onde pessoas reúnem-se semanalmente para estudar a obra de Rudolf Steiner, promovendo eventualmente atividades especiais como palestras públicas, apresentações etc. Ao contrário de um simples grupo de estudo, que pode ser formado e desfeito a qualquer momento, um Ramo deve manter a continuidade de seus trabalhos. A participação depende da organização de cada Ramo: há alguns que admitem em suas reuniões apenas membros da Sociedade. No Brasil os ramos são, em geral, abertos a qualquer pessoa que se interesse pela obra de Rudolf Steiner e talvez por alguma iniciativa que a aplique na vida prática, a critério do coordenador. Normalmente é recomendável que o interessado em participar já tenha algum conhecimento das obras básicas de Rudolf Steiner."

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Em defesa do brincar


Por que muitas pessoas desconfiam do mecanismo natural de aprendizado da criança? Pode parecer estranho ao movimento do Maternal e Jardim de Infância que a idéia do brincar, como tema central e fonte de aprendizado, necessite ser defendida. Entretanto há muita pressão sobre os educadores desta faixa etária (0 a 7 anos) que está conduzindo a uma prática não apropriada, em particular uma introdução formal precoce para a leitura, a escrita e os números. Porque muitos adultos pensam que o brincar é menos valioso e que o quanto antes uma criança seja alfabetizada, melhor! Eu acho que é importante entender o que está por trás da desconfiança sobre o brincar, para estarmos mais habilitados para discutir seu lugar na vida da criança.

Pensar limitado 
Para muitos adultos a palavra brincar significa relaxamento, bagunça e nada de trabalho. Para as crianças, entretanto, o brincar é uma exploração, resolução de problemas, descobertas, investigações, fazer e fazer, e com muita freqüência é realmente um trabalho árduo! Nós, no ocidente, estamos tão acostumados a pensar nos opostos (gordo e magro, alto e baixo, santo e pecador), que a idéia de que algo possa ser trabalhoso e prazeiroso, ao mesmo tempo, é muito difícil de entender. Do mesmo modo, se algo é engraçado não pode ser sério, se é algo fantasioso, não pode ter significado na realidade, mas nada disto é verdade com relação ao brincar. Alguns adultos são temerosos quanto à natureza imprevisível do brincar infantil. Querem controlar as atividades das crianças nas direções que eles consideram conveniente. Sentem-se ameaçados pelo direito da criança em dizer não; por responderem individualmente; por irem em direções alternativas – o que é uma característica essencial do brincar. Outros adultos não conseguem ver como o brincar contribui para aprender coisas que eles pensam ser tão importantes. O que tem a ver brincar com areia e água ou tijolos, com o aprendizado da leitura? Eles pensam que ensinando o alfabeto e os sons fônicos o aprendizado será realizado mais rápida e eficientemente, mesmo sabendo que crianças que lêem fluentemente não foram ensinadas deste jeito. De fato estes adultos pensam que as crianças devem ser ensinadas a aprender, mas os melhores alunos, que obtiveram sucesso, são aqueles que se libertaram da dependência de um professor.
Entretanto eu penso que a razão mais provável porque tanto adultos desconfiam do brincar é porque brincar á algo muito agradável e prazeroso . Para eles, aprender é trabalho duro e muito sério e o quanto mais rápido a criança aprende, melhor. Tudo o que é imposto, trabalhado sob pressão, é uma perda de tempo e apenas encorajará a criança a ser preguiçosa e comodista. Ignora-se o fato de que as crianças aprendem mais nos primeiros anos de vida – enquanto elas estão livres de pressão externa para serem sérias e trabalharem pesadamente – do que em outro período.
Então o que dizemos aos que nos perguntam: o que as crianças aprendem através do brincar? Podemos começar invertendo a pergunta: o que elas não estão aprendendo através do brincar? No brincar a criança não aprende a:
fracassar, falhar, reprovar;
procurar a resposta certa;
responder como papagaio;
parar de fazer algo porque ainda não consegue fazer certo;
tornar-se espectador ao invés de ser o que é: participante.
Estes são pontos que as crianças aprendem se elas são forçadas precocemente no ensino formal. Nossa sociedade é formada por adultos que não cantam, não dançam, não pintam, não fazem muitas coisas porque  sua criatividade foi submergida por força da ênfase nas tarefas do papel e da caneta. E também porque aprenderam, em tenra idade, que não eram “bons” naqueles assuntos.
Por meio do brincar saudável, a criança aprende a se concentrar, persistir, criar, distinguir, cooperar, lidar com o mundo material, com diversas situações e pessoas – tudo o que é vital como base para o aprendizado posterior, na época adequada. É forte a evidência de que um currículo lúdico traz benefícios duradouros, ao passo que o aprendizado formal iniciado precocemente desfavorece muitas crianças. Tal abordagem chega a desviá-las do ambiente escolar ao ponto de tornarem-se adolescentes desestruturados, podendo mesmo chegar a abandonar a escola de vez. Nós precisamos nos lembrar das palavras sábias de Joan Can (educadora infantil) escritas há vinte anos:


“Crianças tem sua infância apenas uma vez. Tire a infância delas e elas a terão perdido para sempre” 


Fonte: Artigo de Janete Atkin, Médica pediatra, publicado no Waldorf K.G. News Letter, traduzido por Sílvia Jansen.
COLIBRI, AnoVIII – N°3 – Boletim da Escola Anabá – São Micael – 1997 – Florianópolis

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Carnaval Alecrim 2016

Crianças, famílias, professoras, funcionários e amigos do Alecrim caíram na folia na manhã da sexta-feira (5). O Bloco "Mamãe tá aqui" foi para rua mais uma vez! Cantamos, dançamos, compartilhamos um lanche gostoso e ainda teve banho de mangueira!

Vejam as fotos!

Créditos: Lamartiny Sales













































quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A Pedagogia Waldorf- Afabetização

SUELI PECCI PASSERINI – O Estado de S. Paulo

É possível alfabetizar uma criança com menos de 7, 6 ou até 5 anos de idade? Sim, é possível alfabetizar muito cedo uma criança. Mas será uma alfabetização significativa? Que comprometimentos podem advir do que entendemos como aceleração da alfabetização? Qual é o ganho efetivo para a criança? Ouço muitas vezes no consultório os pais preocupados com o futuro caminho profissional definido pelo vestibular de seu filho ou filha de apenas 3, 4, 5 anos.

Quando pergunto aos pais o que eles entendem do brincar de sua criança, geralmente respondem que é apenas um passatempo, exceto pelos jogos de raciocínio. Eles consideram importante preparar a sua criança para a vida, para a competição do mundo, para uma profissão que lhe dê “felicidade” – palavra quase sempre atrelada a “dinheiro”.

No entanto, se olhamos a criança quando ela está brincando, fantasiando, subindo em árvores ou correndo com outras crianças, verificamos um universo muito particular no qual ela desenvolve capacidades e uma confiança que, muitas vezes, não encontramos no universo dos adultos bem sucedidos. É por esse motivo que nas escolas Waldorf nós defendemos que até pelo menos os 6 ou 7 anos a criança simplesmente… brinque. O tempo que alguns julgam que ela “perde” por não ser rapidamente alfabetizada, ela na verdade ganha, acumulando forças e mecanismos internos para poder enfrentar o mundo que às vezes tanto preocupa os adultos.

Há quase 100 anos da fundação da primeira escola Waldorf na Alemanha, cuja concepção, denominada Antroposofia, foi elaborada pelo filósofo Rudolf Steiner, acreditamos cada vez mais nessa prática, hoje disseminada em mais de 3 mil instituições em todo o mundo, orientando educadores quanto a essa questão. A antropologia antroposófica reconhece a importância do desenvolvimento físico, anímico e espiritual do ser humano em formação. E os sete primeiros anos da criança, por exemplo, representam uma fase de grande dispêndio de energia para preparar toda uma condição física. Isso se evidencia no princípio da troca dos dentes e em um desenvolvimento neurológico e sensorial que tem sua expressão no domínio corporal, na linguagem oral, na fantasia, na inteligência.

Contudo, é na atividade do brincar que essas capacidades são desenvolvidas com alegria e seriedade, com atenção e responsabilidade, com segurança e confiança em um mundo bom, que não exige da criança além de suas possibilidades, ou seja, uma entrada precoce no mundo adulto. E alfabetizar precocemente significa empurrar a criança para o mundo adulto (para o qual ela não está preparada, portanto) antes da hora, um gasto de energia que poderá fazer falta na vida futura dela.Em minha experiência docente, assim como psicopedagógica, sempre constato que, para uma criança pequena, o código alfabético é estéril, sem cor, sem beleza, pois é abstrato e desconhecido. Mesmo depois de alfabetizada, é o desenho que representa tão significativamente as suas vivências. Podemos verificar tal condição quando estudamos a escrita de nossos antepassados e a forma de comunicação de nossas crianças, o desenho.

A escrita do povo egípcio, os hieróglifos, é a representação objetiva da realidade, ou seja, a re(a)presentação do mundo sensório pelo desenho. Mas quando em 3.000 a.C. surgiu a escrita fonética dos fenícios, ocorreu um distanciamento dessa forma de expressão, porque o fonema não tem mais relação direta com os elementos do mundo circundante.O desenho da criança é, portanto, a sua forma de comunicação natural, semelhante aos antigos egípcios, que revela seu universo infantil com o código que lhe é caro e próprio. Quando a sua criança lhe mostra um desenho que tenha feito, ela está lhe contando como vê o mundo, como se sente, se está alegre ou triste. Não é só a escrita que é capaz disso.

Nas escolas Waldorf a alfabetização pelo código fonético inicia-se pelo desenho, de forma lenta e gradual, a partir dos 6 anos, mas o desenho e a pintura correm em paralelo por toda a escolaridade, como uma forma de comunicação tão importante quanto nossa linguagem escrita.A pedagogia Waldorf pressupõe que o professor, realizador dessa pedagogia, conheça o ser humano em seu desenvolvimento geral, respeite o contexto sociocultural em que o aluno está inserido e saiba organizar seu ensino privilegiando a brincadeira, o canto, a dança, para que a alfabetização (e qualquer outro conteúdo de ensino) tenha significado e seja efetiva.

Entendemos o brincar como o princípio lúdico que embasa as atividades artísticas e orienta toda a prática docente, mas que também significa ou re-significa o ensino-aprendizado, pois é o motivo, o vínculo afetivo com o professor e com o conteúdo. Termino com a frase do filósofo Friedrich Schiller: “O homem só brinca ou joga enquanto é homem no pleno sentido da palavra, e só é homem enquanto brinca ou joga”.

SUELI PECCI PASSERINI É DOUTORA EM PSICOLOGIA PELA USP, PROFESSORA DA FAAP E AUTORA DE O FIO DE ARIADNE – UM CAMINHO PARA A NARRAÇÃO DE HISTÓRIAS; COORDENA CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA WALDORF E INTEGRA A ALIANÇA PELA INFÂNCIA

sábado, 5 de dezembro de 2015

Lojinha Mãos de Alecrim

Feitas com muito carinho por mães, professores e amigos do nosso Jardim as peças da Lojinha Mãos de Alecrim estão disponíveis para venda. Confira! Interessados escrever para jardimalecrimrecife@gmail.com ou ligar para (81) 3071 4247

 Presépio - R$ 50,00

 Cavalos de Pau - R$ 45,00

 Enfeites - R$ 15,00

R$ 45,00 

 R$ 38,00

R$ 30,00 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Festa da Pipa 2015 e IV aniversário do Jardim Alecrim

A Festa da Pipa do Jardim Alecrim aconteceu no sábado (29/08) na Ecovila de Aldeia. Comemoramos também o nosso 4º aniversário. Foi um dia muito gostoso! Os ventos sopraram ao nosso favor e muitas pipas voaram alto! Agradecemos a todos a presença, os presentes e toda alegria compartilhada.