quinta-feira, 28 de setembro de 2017

E a primavera chegou, filha!
Aprendemos com a pedagogia Waldorf a importância de celebrar as estações do ano e observar as mensagens que elas nos trazem.
Vivenciamos a Páscoa — no outono — através dos olhares curiosos das crianças, com contos e símbolos cheios de significado, nos fazendo refletir sobre morte, vida, transformação e amor.
Depois celebramos a chegada do inverno com a festa da lanterna e a festa junina. Percebemos a introspecção que surge junto com a chuva, a calmaria e a reflexão. O frio e a necessidade de buscar nossa luz interior, de nos aproximar de quem amamos.
Agora estamos nos preparando para celebrar com muita alegria a vitória da luz sobre a escuridão, ou seja, a passagem pelo inverno frio e a chegada da primavera fértil.
Vamos colher flores coloridas e perfumadas e fazer belas coroas para enfeitar os cabelos das nossas crianças!
Vamos comemorar a vida que surge e o amor que se multiplica!
Gabriela Campos, mãe de Mariana do maternal.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Jardim Alecrim começa a receber bebês em 2017


O Jardim Alecrim Recife está com matrículas abertas para crianças a partir de 9 meses a 6 anos em turmas pela manhã e à tarde. Inspirado na Pedagogia Waldorf, o espaço, localizado em Casa Forte, proporciona à criança pequena uma rotina saudável, assemelhando-se ao ambiente de um lar repleto de calor e segurança. Para 2017, há também a possibilidade de abertura de um berçário. As famílias interessadas devem entrar em contato com a escola.
“Desenvolvemos um trabalho de respeito ao ser criança. Observamos que o incentivo precoce à leitura, escrita e o contato com mídias digitais são comuns em muitos espaços pedagógicos, sendo, no entanto, prejudiciais à saúde do indivíduo que está em processo de maturação do sistema neural e emocional. Priorizamos o brincar livre, o estímulo à fantasia e à imaginação, além do contato com a arte e a natureza”, pontua a fonoaudióloga, pedagoga waldorf, terapeuta familiar sistêmica e fundadora do Jardim Alecrim Recife, Janise Paiva.
Primeiro Setênio
De acordo com a Pedagogia Waldorf, desenvolvida, em 1919, pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, a criança até os sete anos de idade está, principalmente, desenvolvendo seu corpo físico. Por isso, a metodologia proporciona atividades físicas ligadas ao brincar na primeira infância.
“É como se você construísse uma casa começando pelo telhado e esquecesse de firmar a base. Mal a criança aprende a andar, falar e pensar, já está precisando lidar com um monte de símbolos e tarefas desconexas com seus interesses. Ela ainda não está pronta para um código frio, sem vida como linguagem escrita. Precisa crescer, firmar seu corpo, dominar a linguagem oral, fortalecer seu alicerce, para, aí sim, continuar o processo de alfabetização”, afirma.
Janise explica ainda que é preciso dar vasão à curiosidade dos pequenos. “Eles vão querer decifrar os códigos que só adultos e crianças maiores sabem. No mundo existem letras por todos os lugares por onde nossas crianças passam. Quando ela está pronta, madura, ela mesma sente vontade de saber o que significam aqueles símbolos. Ler é como amar, quando estamos prontos acontece “, reforça Janise.
O Jardim Alecrim fica na Rua Jaco Velosino, 101, em Casa Forte, no Recife. AGORA COM NOVO ENDEREÇO.
MAIS INFORMAÇÕES
E-mail: jardimalecrimrecife@gmail.com
Fone: (81) 3071.4247
Sitewww.jardimalecrim.com
FanPage: https://www.facebook.com/Jardim-Alecrim-Recife-272245776182376/?fref=ts

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Matrículas Abertas




O Jardim Alecrim Recife tem como compromisso pedagógico facilitar o desenvolvimento integral da criança, respeitando seu ritmo e necessidades fundamentais.
Em um ambiente que inspira confiança e acolhimento, as crianças compartilham uma alimentação saudável e vivenciam uma rotina repleta de significado e magia.
Por meio de atividades artísticas, do ouvir estórias e do brincar livre, a criança é convidada diariamente a experimentar o mundo, possibilitando o exercício da vontade e da autoconfiança.

Estamos com as portas e janelas abertas, venha nos conhecer!   

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Preparação para o Natal!

No sábado (5), tivemos um mutirão muito especial no Alecrim. Estudamos sobre a origem da árvore de Natal e trabalhamos na construção de algumas bolas repletas de significado: "a maçã, cujo receptáculo da flor tornou carnuda e perfumada, mantendo consistência firme, na Antiguidade assumiu a representação da esfera terrestre, generosa, altruísta, para alimentar outras formas de vida". Vejam mais no artigo que encontramos no site da Weleda:


e onde vem a idéia de enfeitar o pinheiro com luzes e esferas
vermelhas? Como era uma árvore de Natal antigamente? O resgate do significado das tradições é algo fundamental, uma vez que um sentido maior pode ser revivido a cada ano; uma renovação rítmica a cada solstício de inverno no hemisfério norte é comemorada desde os tempos pré-cristãos. O solstício de inverno significa o dia do ano com maior tempo de escuridão e menor tempo de luz, ou seja, dia 23 de dezembro, e desde tempos antigos esse dia foi consagrado como um dia especial, quando a luz interior, uma luz especial deveria ser acesa no interior do ser humano, no dia de menor luz exterior.
Segundo o filósofo Rudolf Steiner (1861- 1925), a árvore de Natal corresponde a uma fusão de duas árvores, ou melhor, de duas famílias botânicas: uma conífera, especialmente o pinheiro, e uma rosácea, especialmente a macieira e a roseira. As coníferas correspondem às árvores mais antigas de nosso planeta. Ainda antes dos dinossauros, no período geológico carbonífero, existiam essas árvores de sementes nuas (as pinhas), literalmente gimnospermas, representando até hoje as árvores de maior longevidade. Exemplos impressionantes são a sequóia californiana, de 3.212 anos, e o Pinus aristata, de 4.600 anos. Essas árvores significam vida, representam a ÁRVORE DA VIDA. As rosáceas, bem mais recentes, já no período terciário dos mamíferos gigantes, correspondem às angiospermas modernas. Essa família se caracteriza, por um lado, pela sua enorme dureza e formação de acúleos e espinhos; por outro, pela sua intensa formação
nas estrelas”, além de ser também um pentagrama.
A maçã, cujo receptáculo da flor tornou carnuda e perfumada, mantendo consistência firme, na Antiguidade assumiu a representação da esfera terrestre, generosa, altruísta, para alimentar outras formas de vida. A macieira representou tanto o desenvolvimento humano que seu nome em latim é Mali, a ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL.
Integrar a ÁRVORE DA VIDA com a ÁRVORE DO CONHECIMENTO – eis o significado da ÁRVORE DE NATAL. No início da era cristã, a árvore de Natal recebeu sua orientação final, uma vez que hoje ela parece desorientada nos shopping centers das grandes cidades.
A receita tradicional para montar uma árvore de Natal é: um pinheiro (ou parte dele), 33 maçãs, 33 rosas (30 vermelhas e 3 brancas), 33 velas com seus suportes e os símbolos dos planetas.
Idealmente, ela é enfeitada na véspera, coberta com um véu. Na noite de Natal, o véu é retirado, as 33 velas são acesas na luz apagada e se comemora o Natal à luz de velas.
Um ambiente maravilhoso se cria ao redor dessa árvore cheia de significados. Os 33 frutos das rosáceas e as 33 velas representam os 33 anos de vida de Jesus Cristo, sendo que as três rosas brancas, colocadas no alto da árvore, correspondem aos três últimos anos após o batismo, anos de intenso desenvolvimento humano. Os planetas significam a ponte entre a Terra e o Cosmo.
A modernidade da árvore de Natal se esconde em seu maior significado, ou seja, a busca da integração de um
de néctar nas flores e frutos, revelando uma forte conexão com a Terra e com o Cosmo. Por essa razão e pela estrutura das sépalas, pétalas e sementes na forma de uma estrela de cinco pontas, as rosáceas representam o SER HUMANO. Segundo Steiner, o ser humano é "aquele que possui o pé no chão e a cabeça
estilo de vida que una a VIDA (alimentação, atividade física, vida social, lazer) com o CONHECIMENTO (vida estudantil, vida profissional, responsabilidades) num ritmo que integre o profano e o sagrado a cada dia. FELIZ NATAL!!!
Ricardo Ghelman
Médico Antroposófico e de Família








quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Festa da Primavera 2016

Celebramos no dia 22 de outubro, na escola Aquarela, em Aldeia, a nossa festa da Primavera. Um momento luminoso onde contemplamos com as crianças as flores e cores que enfeitam a natureza e nos vestimos com a beleza que floresce nessa época do ano.
Recebemos os belos cliques do nosso parceiro e pai da escola Lamartiny Santos.





















quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A importância do brincar na aprendizagem

“Dize-me como brincas e te direi... como tu és”.


Há algum tempo atuando na clínica psicopedagógica, percebo a necessidade de refletir com os pais, educadores, e outros interessados a importância do brincar na construção do conhecimento. As brincadeiras fazem parte do patrimônio lúdico-cultural, traduzindo valores, costumes, formas de pensamentos e aprendizagens. O brincar fornece à criança a possibilidade de ser um sujeito ativo, construtor do seu próprio conhecimento, alcançando progressivos graus de autonomia frente às estimulações do seu ambiente. É dentro desse contexto, que o lúdico possibilita o falar, o ouvir, a livre escolha, a criatividade, a cura, a transformação...
Na Pedagogia Waldorf, criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), o brincar é o principal conteúdo na pré-escola. Desse modo, a criança desde pequena vivencia ricamente a sua imaginação e a fantasia, através das brincadeiras de roda, bonecas de pano, contos de fada, além de pintar, modelar, cantar; dentre outras atividades, que são importantes elementos para a formação das forças criadoras da personalidade. Para Heydebrand (1996),“deveríamos evitar nessa idade toda atividade intelectual; e não-artística, de caráter abstrato e alheia à vida real’’. Por meio do brincar, as crianças exploram o mundo com todos os seus sentidos e desenvolvem as primeiras noções de espaço, tempo, textura, temperatura, forma e consistência. Alguns estudos neurofisiológicos relatam que a formação do cérebro e a ampliação do número de sinapses (conexões nervosas) são estimuladas pelo processo natural de brincar.
Segundo Kishimoto (2000), pesquisadora da USP e autora de diversos livros sobre Jogos e Educação Infantil, “a criança procura o jogo como uma necessidade e não como uma distração... (...) É pelo jogo que a criança se revela. As suas inclinações boas ou más, a sua vocação, as suas habilidades, o seu caráter, tudo que ela traz latente no seu eu em formação, torna-se visível pelo jogo e pelos brinquedos que ela executa”.
Certo dia lendo a revista Veja, psicólogos e educadores discutiam sobre o tema, e achei bem oportuno, algumas questões abordadas por eles. Pesquisas americanas afirmam que as crianças educadas precocemente demonstram menos criatividade e menos entusiasmo pela aprendizagem, ocasionando muitas vezes, stress e depressão infantil. Elas alertam ainda, que as crianças precisam ter mais tempo livre para rir ou mesmo para o ócio, e que brincadeiras simples como caça ao tesouro, desenvolvem mais o raciocínio e podem aprimorar a alfabetização, a matemática e outros tipos de conhecimentos.
Por vivermos numa cultura predominantemente tecnológica, percebemos que a criança está perdendo a sua capacidade original de brincar, e em conseqüência disso observo que muitas das dificuldades de aprendizagens estão associadas a estes fatores, pois segundo Oliveira (2007), “a atividade lúdica revela-se como instrumento facilitador da aprendizagem, possuindo valor educacional intrínseco, criando condições para que a criança explore seus movimentos, manipule materiais diversos, interaja com seus colegas e resolva situações-problema”.
No trabalho psicopedagógico, observo algumas crianças apáticas e desinteressadas que brincam pouco e são muito endurecidas tanto física quanto psiquicamente. Elas apresentam dificuldades em se expressar de forma criativa, e de se reconhecerem autoras de suas produções.  Outras crianças, incansavelmente querem brincar, mas não conseguem, por excesso de tarefas ou pela ausência de conhecimento dos pais sobre o assunto.
Para que o processo de aprendizagem seja real e objetivamente eficaz, é imprescindível ampliar nossos conhecimentos a esse respeito, e esclarecer aos pais, educadores, e pessoas afins, a importância do brincar na sua essência, como fator decisivo para o desenvolvimento humano, e não apenas como mera discussão intelectual, ou como “coisa do passado”.
Convido você leitor a repensar seus conceitos sobre o assunto: O que eu entendo sobre o brincar? Como foi a minha infância? Como é a de meus filhos? E a escola, tem permitido que os professores brinquem?  E os alunos?  O que esperar do futuro, se as crianças hoje entram para a escola precocemente?
É de fundamental importância, tomarmos consciência de que a atividade lúdica é uma necessidade da criança, que propicia o seu desenvolvimento físico-motor, emocional, cognitivo e afetivo. Brincando a criança ordena o mundo à sua volta, assimilando experiências e informações, incorporando atividades e valores. O brincar permite que o aprendiz tenha mais liberdade de pensar e de criar para desenvolver-se plenamente.
Em síntese, brincar é aprender, aprender é brincar (deveria ser, pelo menos)...
É conectar-se com o prazer de ser autor, é tornar-se mais humano...
Escrito por Lílian de Almeida P. B. Sá
Pedagoga e Psicopedagoga
Formação em Pedagogia Waldorf, Arte-Educação e Socioterapia


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Festa da Pipa 2016

Em agosto, mês dos ventos, tivemos a nossa festa da Pipa! 
Anéis de vento, pipas de todas as cores e formatos fluíram no vento com muita música, beleza e comunhão! 

O Parque Santana nos acolheu e nós retribuímos com nossa alegria, cores e sons!!! 
 
"Vento frio, vento da manhã...
Vento que leva a mensagem de amor!
Leva a todo o povo a paz, sim, leva!"





segunda-feira, 13 de junho de 2016

Arraial do Alecrim será no domingo (19 de junho)



Dia 19 de junho, a partir das 15h, tem o Arraial do Jardim Alecrim, com fogueira, quadrilha, trio pé de serra e muita brincadeira!
O ingresso custa R$ 10 e já está a venda na escola.
Convidem amigos e familiares e  levem as crianças!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Encontros do Ramo Cristalos no Jardim Alecrim

O Ramo Cristalos de Estudos Antroposóficos realizará reuniões no Jardim Alecrim nas sextas-feiras 6 de maio, 3 de junho e 1 de julho das 14:30h às 17h.

A proposta do grupo, aberto a todos interessados, é vivificar a obra de Rudolf Steiner por meio de leituras, meditações e reflexões realizadas em conjunto. O principal mote do Ramo, que vem acontecendo de forma permanente na sede da Escola Waldorf Recife, é, justamente, dar vida às imagens contidas nas obras de Steiner.
Os encontros no Alecrim, portanto, fazem parte da ideia de tornar o Ramo Cristalos itinerante e contemplar mais pessoas e iniciativas antroposóficas do Recife. 
Ficaremos muito felizes com a presença de novos interessados!

“Um Ramo (do alemão Zweig) da Sociedade Antroposófica é a representação oficial local da Sociedade, onde pessoas reúnem-se semanalmente para estudar a obra de Rudolf Steiner, promovendo eventualmente atividades especiais como palestras públicas, apresentações etc. Ao contrário de um simples grupo de estudo, que pode ser formado e desfeito a qualquer momento, um Ramo deve manter a continuidade de seus trabalhos. A participação depende da organização de cada Ramo: há alguns que admitem em suas reuniões apenas membros da Sociedade. No Brasil os ramos são, em geral, abertos a qualquer pessoa que se interesse pela obra de Rudolf Steiner e talvez por alguma iniciativa que a aplique na vida prática, a critério do coordenador. Normalmente é recomendável que o interessado em participar já tenha algum conhecimento das obras básicas de Rudolf Steiner."

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Em defesa do brincar


Por que muitas pessoas desconfiam do mecanismo natural de aprendizado da criança? Pode parecer estranho ao movimento do Maternal e Jardim de Infância que a idéia do brincar, como tema central e fonte de aprendizado, necessite ser defendida. Entretanto há muita pressão sobre os educadores desta faixa etária (0 a 7 anos) que está conduzindo a uma prática não apropriada, em particular uma introdução formal precoce para a leitura, a escrita e os números. Porque muitos adultos pensam que o brincar é menos valioso e que o quanto antes uma criança seja alfabetizada, melhor! Eu acho que é importante entender o que está por trás da desconfiança sobre o brincar, para estarmos mais habilitados para discutir seu lugar na vida da criança.

Pensar limitado 
Para muitos adultos a palavra brincar significa relaxamento, bagunça e nada de trabalho. Para as crianças, entretanto, o brincar é uma exploração, resolução de problemas, descobertas, investigações, fazer e fazer, e com muita freqüência é realmente um trabalho árduo! Nós, no ocidente, estamos tão acostumados a pensar nos opostos (gordo e magro, alto e baixo, santo e pecador), que a idéia de que algo possa ser trabalhoso e prazeiroso, ao mesmo tempo, é muito difícil de entender. Do mesmo modo, se algo é engraçado não pode ser sério, se é algo fantasioso, não pode ter significado na realidade, mas nada disto é verdade com relação ao brincar. Alguns adultos são temerosos quanto à natureza imprevisível do brincar infantil. Querem controlar as atividades das crianças nas direções que eles consideram conveniente. Sentem-se ameaçados pelo direito da criança em dizer não; por responderem individualmente; por irem em direções alternativas – o que é uma característica essencial do brincar. Outros adultos não conseguem ver como o brincar contribui para aprender coisas que eles pensam ser tão importantes. O que tem a ver brincar com areia e água ou tijolos, com o aprendizado da leitura? Eles pensam que ensinando o alfabeto e os sons fônicos o aprendizado será realizado mais rápida e eficientemente, mesmo sabendo que crianças que lêem fluentemente não foram ensinadas deste jeito. De fato estes adultos pensam que as crianças devem ser ensinadas a aprender, mas os melhores alunos, que obtiveram sucesso, são aqueles que se libertaram da dependência de um professor.
Entretanto eu penso que a razão mais provável porque tanto adultos desconfiam do brincar é porque brincar á algo muito agradável e prazeroso . Para eles, aprender é trabalho duro e muito sério e o quanto mais rápido a criança aprende, melhor. Tudo o que é imposto, trabalhado sob pressão, é uma perda de tempo e apenas encorajará a criança a ser preguiçosa e comodista. Ignora-se o fato de que as crianças aprendem mais nos primeiros anos de vida – enquanto elas estão livres de pressão externa para serem sérias e trabalharem pesadamente – do que em outro período.
Então o que dizemos aos que nos perguntam: o que as crianças aprendem através do brincar? Podemos começar invertendo a pergunta: o que elas não estão aprendendo através do brincar? No brincar a criança não aprende a:
fracassar, falhar, reprovar;
procurar a resposta certa;
responder como papagaio;
parar de fazer algo porque ainda não consegue fazer certo;
tornar-se espectador ao invés de ser o que é: participante.
Estes são pontos que as crianças aprendem se elas são forçadas precocemente no ensino formal. Nossa sociedade é formada por adultos que não cantam, não dançam, não pintam, não fazem muitas coisas porque  sua criatividade foi submergida por força da ênfase nas tarefas do papel e da caneta. E também porque aprenderam, em tenra idade, que não eram “bons” naqueles assuntos.
Por meio do brincar saudável, a criança aprende a se concentrar, persistir, criar, distinguir, cooperar, lidar com o mundo material, com diversas situações e pessoas – tudo o que é vital como base para o aprendizado posterior, na época adequada. É forte a evidência de que um currículo lúdico traz benefícios duradouros, ao passo que o aprendizado formal iniciado precocemente desfavorece muitas crianças. Tal abordagem chega a desviá-las do ambiente escolar ao ponto de tornarem-se adolescentes desestruturados, podendo mesmo chegar a abandonar a escola de vez. Nós precisamos nos lembrar das palavras sábias de Joan Can (educadora infantil) escritas há vinte anos:


“Crianças tem sua infância apenas uma vez. Tire a infância delas e elas a terão perdido para sempre” 


Fonte: Artigo de Janete Atkin, Médica pediatra, publicado no Waldorf K.G. News Letter, traduzido por Sílvia Jansen.
COLIBRI, AnoVIII – N°3 – Boletim da Escola Anabá – São Micael – 1997 – Florianópolis