segunda-feira, 10 de agosto de 2020

A lenda do Alecrim

 

A Lenda do Alecrim
















    Dizem que quando a sagrada família fugiu para o Egito com Maria levando em seus braços o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que eles passavam por elas. O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino.
    Cansada, Maria parou à beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las.

     - O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais.
     Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao Sol durante toda a manhã.
     - Obrigada, gentil alecrim! - disse Maria.
     - Daqui por diante ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não são apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus serão aromáticos. “Eu abençoo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria.”  

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Vivendo a Festa da Lanterna na pandemia


Uma escola Waldorf deve ser uma extensão das casas das famílias. Procurando uma maneira de continuar com essa verdade mesmo em tempos de pandemia, o Jardim Alecrim abriu as portas para visitas semanais. Onde as famílias podem vivenciar o espaço da escola, cuidá-lo e manter o vínculo vivo!
Agora na semana onde celebramos a Festa da Lanterna, uma das nossas famílias, de forma muito especial, reproduziu o teatro da Menina da Lanterna. E trouxeram um emocionante depoimento vivo de como foi viver nesse espaço nesse momento específico.
"Mais uma vez tivemos um dia maravilhoso em meio a esse caos de incertezas e inseguranças . 
Nossa segunda casa, o jardim alecrim desta vez nos proporcionou não só o aconchego de sempre, mas a oportunidade de chegar o mais próximo de uma vivência waldorf possível durante essa pandemia! 
E lá fomos nós : mergulhando num mar de emoções e contemplações ! Vivemos a festa da lanterna no jardim alecrim! 
Só gratidão, profunda gratidão!"

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Festa de São João em época de pandemia





Para as queridas Famílias do Jardim Alecrim, amigos e familiares🧚🏽‍♂️

Mais uma festa que passamos em casa com toda a alegria que nos é peculiar!!🔥 São João é uma festa cheia de riquezas, tanto na alegria e comidas, como no ponto de vista simbólico. 🌽🌽🌽🌽

No hemisfério sul, passamos pelo solstício de inverno, quando o Sol atinge seu limite máximo mais no hemisfério norte. Para nós do hemisfério sul, é a noite mais longa do ano, com o maior número de horas de noite, com sol abaixo da linha do horizonte.🌙🌕

Estamos também entrando na estação do Inverno, onde a Terra inicia seu sono, para revitalizar suas forças germinativas e explodir, logo mais, com o colorido da Primavera.🌨️

 Vamos Festejar São João em casa,🎉 com tudo que temos de saboroso e quente, dentro de nós. Segundo Rudolf Steiner, João Batista encerra uma época que a consciência era passada de geração para geração, e abre as portas para aquele que atuará, trazendo consigo a consciência individual. Usando este momento a nosso favor (isolamento),
convido todos vocês  para esse  mergulho invernal, e  festejar com nossas crianças com o Bom, das deliciosas comidas juninas, colocando uma Bela mesa com velas e lanternas. Cantando as lindas canções da época da lanterna e São João e por fim contar uma história da época, para que o alimento da alma seja  levado para o sono com sua verdade.
Para as crianças com menos de três anos, podemos cantar e trazer contos curtos e repetitivos(rítmicos), para as maiores indico contos pouco maiores. Deixo aqui a indicação da história de Juliana, que encontramos no site das Festas Cristãs   💖

Que a chama do amor fique acesa em nossos corações!!🔥♥️ Nos enchendo de saúda e esperança!!


História da Juliana (Silvia Jensen)
  
 
Era uma vez uma menina chamada Juliana. Ela morava com seu pai e sua mãe numa casinha perto da floresta. Juliana tinha muitos amiguinhos e muitos brinquedos. O seu brinquedo preferido era um lindo balão azul. Ela o levava para o quintal e jogava o balão para cima e ele caia para baixo; jogava para cima e ele caia para baixo.
Mas certo dia veio o vento sul, que havia comido muito e por isso estava muito forte e levou o balão da Juliana lá para cima, no céu.
Enquanto o balãozinho subia, os passarinhos cantavam:
“Sobe, sobe, balãozinho
Balãozinho multicor
Vai ser mais uma estrelinha
A alegrar Nosso Senhor”
E Juliana viu seu balão subindo, subindo, e este balão tinha um brilho especial que irradiava do coração de Juliana. Todas as noites ela olhava pela janela do seu quarto e o balão piscava lá no céu. No fundo do seu coração, Juliana sentia saudades do seu balão azul.
Certo dia, ela foi passear na floresta e encontrou um anãozinho de touca vermelha que trabalhava: toc, toc, toc!
Juliana chegou perto dele e perguntou:
- Anãozinho, você acha que meu lindo balão azul vai voltar um dia?
- Ah, espere a noite mais longa do ano chegar, e ela lhe trará uma surpresa!
Juliana correu para casa e perguntou à sua mãe, quando seria a noite mais longa do ano. E sua mãe respondeu:
- espere os dias ficarem mais frios, as noites mais longas e o céu mais estrelado, e quando os anõezinhos acenderem sua fogueira lá na montanha, esta então será a noite mais longa do ano, a noite se São João.
Juliana olhava todas as noites pela janela para ver se os anõezinhos haviam acendido a grande fogueira, e nada acontecia.
Certa manhã Juliana acordou sentindo muito frio, vestiu casaco de lã, meia, luva, gorro e quando a noite chegou, o céu estava todo estrelado e lá longe ela avistou uma pequena chama, lá na montanha dos anõezinhos. Ela apurou bem seus ouvidos e escutou:
“Sobem as chamas, sobem as chamas
Mais alto, mais alto,
Iluminam e alegram
Nossas vidas nossas almas”
E lá do alto do céu ela viu algo brilhante descendo, e os passarinhos cantavam:
“Cai, cai balão, cai, cai, balão,
Na rua do sabão.
Não cai não, não cai não, não cai não,
Cai na mão da Juliana”
Juliana levantou suas mãos para cima e o balão caiu em suas mãozinhas. Dentro dele havia um pozinho brilhante, era o pozinho das estrelas, e quem nele tocasse ficaria conhecendo a alegria de nosso Senhor. E Juliana, muito bondosa, deu um pouquinho do pozinho para seus amiguinhos, para os anõezinhos e para todos os bichinhos que estavam ao seu redor.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Festa da Lanterna 2019

Nas escolas Waldorf’s, além das músicas e das histórias que simbolizam essa imagem, no dia da nossa Festa da Lanterna, uma linda peça teatral é apresentada, por toda a comunidade da escola, onde as crianças se desfrutam vendo seus pais interpretando cada personagem e os pais se emocionam, assim como toda a escola. E essa festa, tão singela, mas tão forte, se torna tão verdadeira dentro de nós que os nossos pequenos conseguem sentir a nossa chama tocar a deles. E assim nos mantemos, acessos!

Fotografias: Camila Coimbra































domingo, 7 de junho de 2020

Teatro - A Menina da Lanterna


Festa da Lanterna: A história da Menina da Lanterna e de sua ...

Personagens:   Menina da lanterna, Raposa, Urso, Ouriço, Criança, Fiandeira, Sapateiro, Estrelas, Narrador.


Música:      Eu vou com minha lanterna e ela comigo vai
                    No céu brilham estrelas, na Terra brilhamos nós
                    Minha luz se apagou, pra casa eu vou,     
                    Com minha lanterna na mão.              ( 2x )

Era uma vez uma menina  que alegremente carregava sua lanterna pelas ruas.
Menina:      Eu vou com minha lanterna...
De repente chegou o vento e com grande ímpeto, apagou sua luz.
Menina:       Ah! Quem poderá reascender a minha lanterna ?
Olhou para todos os lados mas não achou ninguém
                     ( aparece o ouriço)
                     Que animal mais estranho, com espinhos nas costas,
                     olhos vivos, tão ligeiro, entre as pedras se esconde?
                     Ah, um ouriço aparece!
Menina:        Querido ouriço! O vento apagou a minha luz; será que você sabe quem poderá acender a minha  lanterna?
Ouriço:         Não sei dizer-lhe, pergunte a outro! Não posso demorar.
                      Corro para casa, dos filhos cuidar!
(Melodia da música da lanterna tocada em uma flauta.)
                     (Aparece o urso)
                      Cabeça enorme, pesada, corpão peludo, desajeitado em lenta caminhada.
                      Grunindo, resmungando, assim surge o urso na floresta!
Menina:         Querido urso, o vento apagou a minha luz; será que você sabe quem poderá acender a minha lanterna?
Urso:             Não sei dizer-lhe, pergunte a outro.
                       Estou com sono, vou dormir e repousar. Hum, hum, hum...
(Melodia da música da lanterna tocada em uma flauta.)
                        ( aparece a raposa )
                        Quem, de pelo ruço, de passo furtivo, entre o capim se esgueira? É  a raposa ! Seu focinho levanta e farejando, a menina descobre.         
Raposa :          Que fazes aqui na floresta? Volte já para casa. Estou caçando e  você  me afugenta os ratinhos!
Com tristeza, a menina percebeu que ninguém queria ajudá-la.  Sentou-se  sobre  uma  pedra e chorou.
Menina:            Será que ninguém quer me ajudar ?
(Melodia da música da lanterna tocada em uma flauta.)

Estrelas:           Pergunte ao sol. Ele poderá lhe ajudar. 
Depois de ouvir o conselho das estrelas, a menina criou coragem para continuar seu caminho.
(Melodia da música da lanterna tocada em uma flauta.)

Finalmente chegou a uma casinha, dentro da qual, avistou uma mulher muito velha, sentada, fiando em sua roca. A menina abriu a porta.
Menina:           Bom dia querida vovó!
Fiandeira:              Bom dia.
Menina:           Será que a senhora sabe o caminho até o sol?
                         Venha comigo procurar o sol.
Fiandeira:              Não posso acompanhá-la. A roca não pode parar, eu fio sem cessar. Descanse um pouco, pois seu caminho é muito longo.
(Melodia da música da lanterna tocada em uma flauta.)

Depois que descansou, a menina pegou sua lanterna, despediu-se e continuou sua caminhada. A menina encontrou outra casinha no seu caminho: a casa do sapateiro. Este estava sentado em sua oficina consertando muitos sapatos. A menina abriu a porta.
Menina:            Bom dia querido sapateiro.
Sapateiro:         Bom dia.
Menina:            Será que o senhor conhece o caminho até o sol? Venha comigo procurar o sol!
Sapateiro:         Não posso acompanhá-la, tenho muitos sapatos para consertar. Descanse um pouco, pois seu caminho é muito longo.
(Melodia da música da lanterna tocada em uma flauta.)

Depois que descansou a menina pegou sua lanterna, despediu-se e continuou sua caminhada...Lá ao longe avistou uma montanha muito alta.
Menina Com certeza, o sol mora lá em cima
E pôs-se a correr rápida como uma corça...No meio do caminho encontrou uma criança que brincava com uma bola.
Menina:            Venha comigo, vamos até o sol!
Mas a criança nem respondeu, preferindo brincar com sua bola e afastou-se saltitante pelos campos. Então, a menina da lanterna continuou sozinha seu caminho. Foi subindo pela encosta da montanha. Quando chegou ao topo, não encontrou o sol.
Menina:       Vou esperar aqui até o sol chegar.
 Como estava muito cansada de sua caminhada, seus olhos se fecharam e ela adormeceu. O sol já tinha avistado a menina há muito tempo... Ao entardecer, o sol desceu até ela e acendeu sua lanterna.
(Melodia da música da lanterna tocada em uma flauta.)
Depois que o sol voltou para o céu, a menina acordou.
Menina:             Ah! A minha lanterna está acesa!
E com um salto, pôs-se alegremente a caminhar.

(Melodia da música da lanterna tocada em uma flauta.)

Na volta reencontrou a criança da bola que lhe disse:
Criança:             Perdi a minha bola e não a encontro mais no escuro.
Menina:             Vou ajudá-la com a minha luz.
Música:             Minha luz vou levando
                           Sempre dela cuidando
                           Se alguém precisar
                           Dela posso lhe dar.

Criança:            Encontrei a bola!
A  criança e afastou-se rapidamente. A menina da lanterna continuou seu caminho até o vale e chegou à casinha do sapateiro. O sapateiro estava sentado, muito triste na sua oficina.
Sapateiro:         O fogo se apagou e agora minhas mãos estão duras de frio. Não consigo  trabalhar mais.
Menina:             Eu acenderei nova luz para você.
Música:             Minha luz vou levando...
O sapateiro agradeceu, aqueceu as mãos  e pôde novamente martelar e costurar com todo afinco os seus sapatos. A menina continuou sua caminhada até chegar a casa da velha fiandeira. O seu quartinho estava escuro.
Fiandeira:               Minha luz se apagou e não posso mais fiar,
                           disse a velha fiandeira.
Menina:             Eu acenderei nova luz para você.
Música:             Minha luz vou levando...
A fiandeira agradeceu e logo sua roca começou a girar, fiando, fiando...sem cessar. Depois de algum tempo, a menina chegou ao campo e todos os animais acordaram com o brilho da sua lanterna.
            A raposinha ofuscada farejou para descobrir de onde vinha tanta luz.
           O urso bocejou, grunhiu e tropeçando desajeitado foi atrás da menina.
           O ouriço, muito curioso, aproximou-se da menina e perguntou:
Ouriço:            De onde vem este vaga-lume tão grande?
Assim a menina voltou muito contente para casa, sempre cantando a sua canção:

Música:            Minha luz vou levando
Sempre dela cuidando.
Se alguém precisar,
Dela posso lhe dar.